Não, eu nunca vou saber como começar a escrever, principalmente quando é sobre você.
E sim, eu juro, eu tentaria ter começado algo novo, se isso não dependesse tanto de você, e se você ao menos soubesse.
Não que eu seja do tipo que cria expectativas, e embora eu crie algumas, entendo que não vão ser concluídas.
Sei também que você não me prometeu nada, quer dizer, eu gostaria que tivesse prometido, na minha mente você prometeu.
E eu teria te beijado, te dado amor... Eu nunca te magoaria. Até porque acho que nunca faço isso com ninguém. Meu trabalho, é magoar meu próprio coração. Que você magoou, mesmo não me dando motivo algum pra isso.
Não sei o que fazer. Tem amor demais transbordando aqui dentro do meu peito e pessoas de menos para poder recebê-lo. Pois é.
Estou falando sobre amor. Não tenho assumido todo esse amor aqui faz tempo. Nem toda a dor. O rancor. O temor.
Eu não quero desistir de mim agora. Sei que eu me sentiria bem se você me entregasse o amor dentro de você, por mais que não seja por mim, não agora.
Tenho começado a me importar mais comigo, mas acho que não vou conseguir me importar sem você aqui.
E olhe bem, estou escrevendo tudo isso para mim. Para você. Sem metáforas e nem nada. São só dedos escrevendo todos os versos que apareçam na mente. Logo eu que nunca sou exatamente direta.
Todas as mentiras. Não. Não quero saber. Nada disso importa agora. Eu estou amando. Eu estou amando você, embora ao mesmo tempo pareça que não estou amando ninguém. Porque isso é novo para mim.
Eu te quero como nunca quis alguém e eu sei que você sabe disso, por mais que não acredite. Por mais que não saiba que tenho escrito pra você por tanto tempo.
Escuta bem, garoto. Eu quero você. Agora. Como nunca quis alguém. Me desculpa então. Eu juro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário